As variedades que quem gosta de árvores de natal naturais deve privilegiar!
sexta, 15 de dezembro de 2017 Revista Jardins Ana Luísa Soares Sapo

Enfeitar um pinheiro é uma tradição real que chegou a Portugal apenas no século XIX. Se os artificiais não são para si, saiba quais são, segundo os especialistas, os que melhor se adequam à função.

Sendo atualmente uma tradição no nosso país, terá surgido apenas por volta de 1844, meados do século XIX, o costume de ornamentar a chamada árvore de Natal. Na sua origem, está o rei D. Fernando II, que a trouxe da sua Alemanha natal. Se gosta de árvores naturais e abomina os pinheiros artificiais, sugerimos que recorra ao abeto-do-norte, ao azevinho, à gilbardeira ou ainda à maclura.

Abeto-do-norte

De nome científico Picea abies (L.) Karsten e também conhecido como pícea-europeia, é da família Pinacea. Esta árvore resinífera com folhagem persistente e originária do nordeste da Europa e do norte da Ásia. Pode atingir 40 metros de altura. Caracteriza-se pela sua forma cónica e o seu ritidoma de cor castanha-avermelhada e descamável. O seu fruto é uma pinha, verde ou pupúrea em nova, castanho-claro-brilhante na maturação.

Em Portugal, é muito utilizada como ornamental e foi introduzida no Gerês em 1888. Uma grande parte das florestas da Europa Central e da Europa do Norte é constituída por esta espécie. Principalmente nos países nórdicos, o abeto-do-norte é usado como árvore de Natal. Em Portugal, a árvore de Natal que se costuma utilizar é do género Pinea.

Laranjeira-da-virgínia

A Maclura pomifera (Raf.) Schneid. é sobretudo conhecida como laranjeira-da-virgínia ou mmaclura. Da família Moraceae, esta árvore de folha caduca, originária do centro-sul dos Estados Unidos da América, é muito apreciada como planta ornamental, principalmente pelo valor estético dos seus frutos grandes, mas não comestíveis, que parecem bolas de enfeites de Natal.

Com 10 a 15 centímetros de diâmetro, inicialmente de cor verde, mas quando maduros adquirem uma cor alaranjada. Esta espécie pode atingir uma altura até 20 metros e caracteriza-se pelo seu ritidoma profundamente fendido e com espinhos.

Gilbardeira

Os cientistas batizaram-na Ruscus aculeatus L. mas a gilbardeira (na imagem central), também apelidada de azevinho-menor, é muitas vezes confundida com o azevinho tradicional. Da família Ruscaceae, este arbusto perene, que pode ter até um metro de altura, é caracterizado por um rizoma de onde brotam numerosos caules rígidos. Em Portugal, cresce praticamente por todo o país.

Este arbusto apresenta folhas coriáceas lanceoladas e de tamanho reduzido, onde no centro se encontram as sua pequenas flores brancas. O seu fruto é uma baga de cor vermelha-intensa quando madura. Esta planta é muito utilizada no Natal para arranjos natalícios, o que motivou o condicionamento legal da sua colheita para evitar abusos e más utilizações.

Azevinho

Ilex aquifolium L. é o nome científico do azevinho. Da família Aquifoliaceae, este arbusto ou árvore perene que pode atingir até 20 metros de altura. De crescimento lento, é originária da

Europa Ocidental e da Europa Meridional e do norte de África, mas já se cultiva na área da Ásia Ocidental que se estende até à China. Habita preferencialmente em carvalhais e nas margens de cursos de água.

Planta muito frequente em jardins e parques no território continental, é muito utilizada como ornamento natalício pelos seus frutos vermelhos e carnudos e pelas suas folhas coriáceas, duras, com recortes muito característicos. É uma espécie protegida por lei de acordo com o Decreto-Lei n.º 423/1989, de 4 de dezembro. Tenha em conta que tanto os frutos como as folhas são tóxicos.

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