Que tipos de aquecimento existem e quais as características de cada um?
sexta, 08 de outubro de 2021 Homify Sílvia Cardoso JDias

Sabia que o aquecimento da casa é considerado pela União Europeia um indicador básico para caracterizar o bem-estar das famílias? Infelizmente, Portugal tem muitos problemas (do foro económico, cultural e no que respeita à própria estrutura dos edifícios, nomeadamente dos antigos) no que toca ao adequado aquecimento das casas.

Porém, conhecermos os sistemas de aquecimento disponíveis e sabermos que vantagens e desvantagens estão associadas a cada um deles é fundamental para fazermos a escolha apropriada para as nossas casas, necessidades e, claro está, orçamento.

Por outro lado, é crucial perceber que o desempenho do sistema de aquecimento não está dissociado da existência de um bom isolamento térmico e de componentes adequados como, por exemplo, caixilharias/janelas, portas, telhados, entre outros. De nada lhe serve ter um sistema de aquecimento de ponta, se o calor gerado se evade do interior da casa. Este é um problema comum e o motivo pelo qual se gasta tanto dinheiro em aquecimento.

Hoje, escrevemos-lhe sobre oito formas de aquecimento, dando-lhe a conhecer os prós e os contras de cada uma delas.

Leia com atenção, tome nota e não hesite em contactar vários fornecedores para receber aconselhamento profissional.

1. Quais os tipos de aquecimento disponíveis?

O artigo de hoje abrange os tipos de aquecimento mais populares:

  • O ar-condicionado;
  • O piso radiante;
  • A salamandra;
  • O recuperador de calor;
  • Os radiadores;
  • Os aquecedores eléctricos;
  • As estufas a gás;
  • Aquecedores a óleo;

2. Ar-condicionado

O funcionamento do ar-condicionado sustenta-se num sistema de troca, isto é, absorve a energia de um local e liberta-a noutro.

Prós:

  • Há modelos de AC que arrefecem e aquecem, o que significa que os pode usar ao longo de todo o ano;
  • Desumidificam e purificam o ar;
  • Alguns modelos possuem função antialérgica;
  • Não são dispendiosos. O termostato no interior, ao detectar a temperatura seleccionada, reduz em até 25% o consumo de energia, ou seja, faz uma auto-regulação automática;
  • São mais seguros do que os aparelhos que envolvem combustão.

Contras:

  • Se não forem correctamente mantidos, contaminam o ambiente. Os filtros de ar sujo contêm fungos e bactérias, o que significa que o ar, ao passar por eles, introduz milhões de microrganismos em casa, podendo originar problemas respiratórios e irritação dos olhos.

3. Piso radiante

Trata-se de um tipo de piso climatizado que utiliza sistemas modernos de aquecimento por resistência eléctrica ou fluidos em tubulações (sistemas hidráulicos para aquecer o piso).

Prós:

  • É seguro;
  • Tem uma garantia vitalícia;
  • Termostato manual, via wi-fi (pode-se ligar ou desligar remotamente) e temporizador;
  • Proporcionam economia média de 15% nas facturas de aquecimento, graças à eficiência da performance.

Contras:

  • Custo de instalação avultado e gastos adicionais. Se for instalado sobre um piso pré-existente, as portas têm que ser ajustadas. Em caso de instalação à altura da laje, são atribuídos custos da remoção do piso antigo;
  • Requer uma altura mínima de profundidade do chão para que a instalação seja possível;
  • Tempo de instalação mais extenso por oposição a outros sistemas.

4. Salamandra

A salamandra tem o poder de tornar os ambientes extremamente aconchegantes, para além de serem muito interessantes do ponto de vista decorativo. Trata-se de uma excepcional opção de aquecimento, com alto grau de eficiência e poder calorífico que produz uma chama estável e duradoura.

Prós:

  • Instalação rápida, fácil e segura;
  • Enaltecem a decoração;
  • São duráveis: as mais económicas podem atingir 5 anos de uso e as mais elaboradas podem chegar aos 50 anos;
  • Possuem uma utilização económica, uma vez que os custos de pellets e lenha são cerca de duas vezes inferiores aos da electricidade e gás, para além de terem um rendimento de 60% a 80% de recuperação de calor.

Contras:

  • Carece da instalação de uma chaminé e é importante que haja todos os cuidados para que a abertura da mesma não cause infiltrações;
  • O cheiro característico pode impregnar-se na casa e nas roupas, embora seja muito menos intenso do que nas lareiras abertas;
  • Deve ser higienizada com frequência;
  • Requer muito cuidado de manuseio.

5. Recuperador de calor

O recuperador é o concorrente directo da salamandra. Considerado como uma evolução das lareiras tradicionais, trata-se de uma caixa fechada composta por aço/ferro fundido e vidro térmico. Pode ser instalado em gesso cartonado ou numa estrutura pré-existente de lareira.

Prós:

  • Versátil (compatível com gás natural, propano, lenha, pellets, carvão e electricidade);
  • Controlo de oxigénio, o que garante calor utilizando menos recursos (80% de rendimento);
  • Não requer chaminé;
  • É decorativo;
  • Pode ter duas frentes (via dupla), ou seja, estar virado para dois ambientes ao mesmo tempo;
  • Manutenção anual.

Contra:

  • Preço do equipamento e respectiva instalação;
  • Não precisa de chaminé, mas precisa de uma entrada de ar frio vinda do exterior;
  • Exige cuidado de manuseio.

6. Radiadores

O radiador é um dispositivo usado para a troca de calor entre o ar atmosférico e outra substância (normalmente, um líquido de arrefecimento) contida num sistema fechado. Foi um sistema muito utilizado em edifícios dos anos '70 e '80, existindo, hoje em dia, modelos muito interessantes que satisfazem todos os gostos e necessidades.

Prós:

  • A grande inércia térmica permite que se conserve o calor durante muito tempo;
  • São altamente duráveis e resistentes;
  • São comercializados com opção de alimentação à electricidade, gás ou hidráulica;
  • São relativamente económicos.

Contras:

  • Preço de aquisição elevado;
  • Carecem de um sistema de aquecimento central, ou seja, não são autónomos;
  • Necessitam de ser instalados;
  • Não disseminam calor por uma grande área;
  • Demoram a atingir a temperatura desejada.

7. Aquecedores eléctricos

São úteis para pequenas áreas e um bom complemento a outras fontes de calor e não como fonte principal.

Prós:

  • Disponíveis a preços muito acessíveis;
  • Mobilidade;
  • Dispensam instalação;
  • Aquecem rapidamente;

Contras:

  • Alto gasto de electricidade;
  • Consomem oxigénio, o que pode gerar uma sensação de mal-estar após uso prolongado;

8. Estufas a gás

As estufas a gás devem ser utilizadas em espaços amplos e bastante abertos como casas com boa ventilação e subsequente circulação de ar.

Prós:

  • Bom valor de compra (batidos apenas pelos aquecedores eléctricos);
  • Não precisam de ser instalados;
  • Aquecem rapidamente o ambiente;
  • A fonte de calor (gás butano) possui baixo custo, o que é uma vantagem em relação aos aquecedores eléctricos;
  • Possuem um sistema inteligente de termostato.

Contras:

  • São pesados;
  • Devem ser vigiados para que não haja fugas de gás;
  • Consomem oxigénio e libertam CO2;
  • Requerem uma entrada de ar frio vinda do exterior.

9. Aquecedores a óleo

O óleo interior deste equipamento (que vem de origem e não precisa de ser reposto) é aquecido por uma resistência eléctrica, gerando o calor que é libertado pelo aparelho.

Prós:

  • Ruído praticamente inexistente;
  • Dispensam instalação;
  • São móveis;
  • Como são a óleo, permitem que o ar fique aquecido por mais tempo.

Contras:

  • Demoram mais a aquecer e gastam mais energia;
  • Há usuários que reportam um cheiro característico;
  • São próprios apenas para pequenas áreas (um equipamento para uma divisão).
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