Ninguém tem dúvidas de que o inverno chegou. O frio já se faz sentir e começa a ser difícil prescindir do aquecimento para tornar os espaços interiores mais confortáveis.
Neste capítulo, as lareiras, recuperadores de calor e salamandras aparecem como verdadeiros salvadores. O calor que proporcionam e a dança de chamas que emanam são capazes de transformar o ambiente mais inóspito num lar. Não é à toa que as palavras lareira e lar vêm do nome dos deuses romanos chamados Lares, que protegiam as famílias dentro de casa e cujo símbolo era o fogo aceso em cada habitação.
Mas, no meio de tantas opções e características diferentes, a escolha do melhor sistema de aquecimento para a nossa casa apresenta-se mais espinhosa do que podia parecer. Em que diferem e qual é o mais eficiente? Que tipos de combustível se podem usar? Qual é o que sai mais barato? Como se pode arranjar uma salamandra se não se pode colocar uma exaustão?
Questões, as eternas questões que só quem tem uma casa sabe como acabam por se tornar complicadas…
Hoje falamos sobre salamandras e temos muito para dizer. Acompanhe-nos.
O que são salamandras de aquecimento?
As salamandras são dispositivos de aquecimento seguros e modernos, que já existem há muito tempo. Elas permitem conjugar as vantagens do lume e da sua chama com a segurança e a eficiência que a vida moderna exige.
Normalmente, as salamandras são feitas de ferro fundido e existem em centenas de modelos, com a possibilidade de utilização de diversos combustíveis. As mais antigas e tradicionais são uma espécie de pequenos fogões a lenha que servem exclusivamente o propósito de aquecimento, embora a grande variedade de designs disponíveis no mercado acabem por servir todos os propósitos decorativos.
Salamandras a lenha
As salamandras a lenha são as mais tradicionais mas, simultaneamente, as menos eficientes dos vários tipos de salamandras existentes no mercado. Normalmente, são de ferro fundido. O seu rendimento normalmente não passa dos 50% e têm uma autonomia limitada com uma carga de lenha (menos de seis horas).
Devido a estas características, as salamandras tradicionais a lenha são aconselháveis apenas para funcionar como complemento pontual a outro tipo de aquecimento ou para produzir um ambiente mais acolhedor.
As salamandras a lenha com combustão melhorada, também chamadas de salamandras a lenha com ventilação
são uma alternativa mais eficiente (com uma eficiência de até 70%). Estes equipamentos têm uma entrada de ar acessória regulável, direcionada para o centro da queima com o objetivo de regular a combustão.
Nas salamandras a pellets, a lenha desaparece para dar lugar a pequenos cilindros de matéria vegetal seca e comprimida.
Este tipo de combustíveis tem uma queima limpa, pouco poluente, e como podem ser constituídos por subprodutos da indústria da madeira e por valorização da biomassa vegetal tornam-se num produto muito ecológico.
Estas salamandras são dotadas de um reservatório, onde são colocadas as pellets, com um mecanismo de alimentação automática e uma regulação da temperatura por termóstato.
São equipamentos pouco poluentes, o que é muito importante para a manutenção da qualidade do ar interior, com grande autonomia (a queima pode durar até cinco dias, conforme o modelo da salamandra e o tamanho do depósito de pellets) e com um rendimento muito superior ao das salamandras a lenha (até 80%).
Estes modelos modernos de aquecimento são chamados de salamandras pelas afinidades de funcionamento e instalação, mas afastam-se dos modelos de salamandra com queima, embora alguns possam proporcionar resultados muito satisfatórios.
As salamandras elétricas são aquecedores elétricos com ecrã que proporcionam um efeito visual e sons de chamas. Estas imagens têm o objetivo de criar o ambiente certo, nada tendo a ver com o aquecimento.
As salamandras a gás são uma alternativa bastante aceitável para quem não quer limpar os resíduos da queima ou ter os inevitáveis lixos provocados pela lenha. São equipamentos algo caros, que precisam de uma instalação feita por profissionais mas que, em alternativa, acabam por ser económicos. São muito eficientes e práticos, limpos e com estéticas modernas apelativas.
As salamandras a bioálcool têm uma queima muito limpa, sem sequer produzir sujidade à sua volta, podendo ser instaladas em qualquer local sem ser necessária a exaustão de fumos. Normalmente, não produzem muito calor servindo para efeitos de criação de ambiente, mas também as há bastante eficientes como aquecedores, apenas precisa de escolher a alternativa certa para si.
Neste mundo das salamandras, como praticamente em tudo na vida, há preços para todos os gostos.
As salamandras clássicas a lenha, em chapa de aço, para aquecimento de uma área entre 50 e 100 m2, têm preços que começam nos 135 Euros e podem escalar até mais de 1000 Euros em função de vários fatores, como a capacidade e o design.
As salamandras a pellets são mais caras, com preços a começar próximo dos 500 Euros e podendo atingir facilmente 5000 Euros em sistemas de aquecimento, com distribuição por toda a casa. As vantagens são conhecidas e podem justificar rapidamente o investimento.
Uma salamandra elétrica é um aquecedor elétrico com funções de conforto e os seus preços não são muito elevados, podendo encontrá-las por preços a partir de 40 Euros.
Os sistemas a gás são mais complicados e exigem manutenção. Os seus preços, normalmente, são dados por orçamento devido aos custos de instalação.
As salamandras a bioálcool têm preços a começar em cerca de 200 Euros.
Como pode verificar há preços e tipos de salamandras para todos os gostos e bolsas, só precisa de escolher o certo para si!