Portas interiores – as aliadas da distribuição espacial
sexta, 26 de julho de 2019 Homify Elisabete Figueiredo JDias

Nos nossos dias, a tendência de distribuição dos interiores aponta consistentemente para espaços abertos, polivalentes, capazes de unir conceitos e funcionalidades em harmonia. Mas mesmo nesta tendência de abertura tem sempre de haver algumas paredes e, claro, portas!

Há espaços que não podem e nem devem ser deixados abertos, em especial aquelas que desejamos manter bem privadas. Quartos e casas de banho têm o reinado da divisão na arquitectura actual e, salvo raras excepções queremos que se mantenham assim! E não podemos esquecer correntes de ar ou iluminação em excesso, que têm de ser travadas.

Por isso mesmo hoje falamos de portas interiores, esses elementos fundamentais para manter os acessos privados e simultaneamente fluidos.

Parece-lhe um tema sem muito sumo? Acredite que não é. Venha saber tudo sobre portas para casa e escritório!

Tipos de portas interiores

Apesar de haver muitos modelos de portas interiores o seu funcionamento pode dividir-se em apenas três tipos, sempre relacionados com o modo de abertura:

  • portas de batente;
  • portas de correr;
  • portas extensíveis.

 

Portas de batente

As portas de batente são as mais comuns e as que ainda continuam a ver-se mais em ambientes interiores. Falamos daquelas portas que têm um puxador (que pode ter vários formatos como veremos adiante) e se abre puxando para nós ou empurrando na direcção contrária. Da montagem e utilização destas portas fazem parte as ferragens, ou seja, as fechaduras, os puxadores, as dobradiças e as guarnições (peças que rematam a união entre o batente e a parede).

Estas portas têm vantagens, nomeadamente relacionadas com os aspectos estéticos, e não é estranho que continuem no topo das preferências do design de interiores em Portugal.

Vantagens das portas de batente:

  • são mais estanques, proporcionando mais isolamento acústico e térmico aos espaços, pelo que são especialmente indicados para quartos ou zonas que se pretendam mais íntimas;
  • há mais variedades de modelos no mercado comum;
  • são mais resistentes a embates e, claro, a arrombamentos.

 

Desvantagens das portas de batente:

  • ocupam mais espaço na abertura, podendo tornar o processo decorativo mais complicado e dificultar a funcionalização dos espaços.
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Portas de correr

São portas que abrem e fecham correndo sobre carris, calhas, ou um sistema similar, ou através de carretos. Estas portas podem correr nas duas extremidades ou apenas numa, embora costumem ser sempre suportadas nos dois lados.

 

Vantagens das portas de correr:

  • ocupam muito pouco espaço na abertura, sendo perfeitas para espaços pequenos;
  • interferem menos com a decoração e são mais fáceis de fazer desaparecer, quando se pretende um estilo minimalista;
  • são mais fáceis de planear em grandes dimensões, tornando-se mais fáceis de abrir nestes casos, o que as torna especialmente indicadas para divisórias.

 

Desvantagens das portas de correr:

  • o sistema de funcionamento das portas de correr implica normalmente deixar um pequeno espaço entre a folha da porta e a parede, o que faz que que estas não apresentam um grande desempenho de isolamento térmico e sonoro, embora já comecem a aparecer sistemas mais eficientes.

 

Portas extensíveis

As portas extensíveis esticam e ’encolhem para abrir. Há vários métodos para isso acontecer, mas os mais usuais são por fole ou por lâminas sobrepostas. Não são tão utilizadas como as anteriores no nosso país, em especial por causa da sua estética, mas podem ser úteis, sobretudo em espaços muito pequenos.

 

Vantagens das portas extensíveis:

  • a sua abertura ocupa pouco espaço e não se sobrepõe nem entra dentro da parede. Isto torna as portas extensíveis perfeitas para espaços de abertura muito pequenos e em portas junto de um ângulo, que não permitem a colocação de portas mais convencionais.

 

Desvantagens das portas extensíveis:

  • a estética destas portas não é a melhor e a sua constituição em lâminas não permite grandes adornos.

Materiais mais usados em portas interiores

As portas interiores não requerem tanta resistência como as portas principais, pois não têm de proporcionar tanta segurança a pessoas e bens. Em contrapartida devem harmonizar-se com os espaços onde se inserem e serem decorativas (ou pelo menos não pesar na decoração).

Isto faz com que os materiais usados para a sua construção não sejam exactamente os mesmos que para as portas que confinam com os exteriores.

Os materiais mais utilizados no nosso país são a madeira e o vidro, com larga vantagem para a madeira, ou para os acabamentos com estática de madeira. O vidro pode ser utilizado sozinho, com as devidas ferragens em metal, ou ser encastrado numa moldura de madeira ou metal.

 

Os materiais para acabamento em madeira dividem-se geralmente em três categorias:

Placas de núcleo oco: Estas placas são constituídas por duas camadas de um material fino (geralmente madeira, mas também pode der PVC), unidas por pequenas junções internas que deixam muito espaço oco. As portas deste material são leves e mais baratas, mas não proporcionam um bom isolamento contra o ruído. Dependendo do acabamento pretendido podem ficar com um aspecto muito semelhante ao da madeira natural. 

Placas de núcleo denso: As portas construídas com este material dão toda a sensação de alta qualidade e de peso proporcionados pela madeira natural. Conferem um bom isolamento sonoro e são muito duráveis quando devidamente mantidas. O seu preço é intermédio entre a madeira maciça e o núcleo oco. 

Madeira natural maciça: estilo, durabilidade, elegância, voluptuosidade… Não há mais nenhum material como a madeira maciça, mas os preços podem ser proibitivos pois o sonho de qualquer proprietário de uma casa é ter portas de madeira sólida! Além disso precisam de manutenção frequente, com pintura por vezes anual (em função do desgaste e das condições de humidade).

 

Modelos de portas e dimensões

No mercado há uma imensa variedade de modelos de portas, com mais ou menos qualidade e designs mais ou menos diferentes, mas no fim todas têm de cumprir com os requisitos mínimos de dimensões estabelecidos na lei. Um bom designer de interiores ou um arquitecto de interiores estará a par de todos os requisitos legais e poderá ajudá-lo a escolher as portas certas para o espaço em questão, aconselhando o tipo ideal para o local.

Lembre-se de que no mercado vai encontrar portas com dimensões padrão, e se quer algo mais personalizado vai mesmo precisar de um bom profissional. Um designer ou um arquitecto de interiores vai desenhar a porta perfeita para o seu projecto e saberá encontrar o carpinteiro ideal para a executar.

As ferragens

As ferragens a escolher dependem de alguns factores, mas especialmente do tipo de porta.

Para as portas de batente os puxadores mais utilizados são de aço inoxidável, simples e discretos, para harmonizarem bem com qualquer decoração, mas se pretende algo mais personalizado também encontra uma boa variedade no mercado, com vários acabamentos, desde os lacados até aos acabamentos de inspiração retro, com oxidação dos relevos. No caso das portas de correr os puxadores preferidos são em concha, para não ocupar espaço.

As fechaduras mais usadas nas portas interiores são as de embutir. Estas fechaduras são simples e têm um preço atraente. Não são as mais seguras do mercado mas também não precisam de ser, porque neste caso apenas precisam de proporcionar privacidade e não de garantir segurança. 

As dobradiças e outras ferragens acessórias devem ser adequadas ao tipo de porta escolhido e ter uma estética homogénea. Evite situações estranhas com portas e ferragens diferentes entre si, que acabam com qualquer estilo, e ficando apenas a parecer improviso e confusão.

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